O poema que todas as mulheres deveriam ler

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Eu conheci o poema “imagine uma mulher” pela Allie Michelle, que não para de falar dele em todas as redes sociais e resolvi compartilhar essa sensação maravilhosa de lê-lo com vocês

“Imagine uma mulher que acredita que é certo e bom ser mulher

Uma mulher que honra suas experiências e conta suas histórias

Que se recusa a carregar os pecados dos outros dentro de seu corpo e vida


Imagine uma mulher que respeita e confia em si mesma

Uma mulher que escuta suas necessidades e desejos

Que vai de encontro a eles com ternura e graça


Imagine uma mulher que reconhece a influência do passado no presente

Uma mulher que passou por seu passado

Que se curou ao adentrar o presente


Imagine uma mulher autora de sua própria vida

Uma mulher que age, toma iniciativas e se move a favor de si mesma

Que se recusa a se render senão ao seu verdadeiro eu e a sua voz sábia


Imagine uma mulher que nomeia seus próprios deuses

Uma mulher que imagina o divino à sua imagem e semelhança

Que desenha uma espiritualidade pessoal para reger seu dia a dia


Imagine uma mulher apaixonada pelo seu próprio corpo

Uma mulher que acredita que seu corpo lhe basta, assim como é

Que celebra seus ritmos e ciclos como um recurso requintado


Imagine uma mulher que honra o corpo da deusa em seu corpo mutável 

Uma mulher que celebra a acumulação de seus anos e sua sabedoria

Que se recusa a usar sua energia vital para disfarçar as mudanças de seu corpo e de sua vida


Imagine uma mulher que valoriza as mulheres em sua vida

Uma mulher que senta em círculos de mulheres

Que é lembrada da verdade sobre si mesma quando a esquece


Imagine-se como essa mulher

(Patricia lynn Reilly)”

Sobre nós


Deus, como eu sinto a falta dele. Sinto falta de tudo: dos beijos, das mãos, da risada. É clichê, mas eu tenho certeza de que o sorriso dele é o mais bonito do mundo. Sempre que ele sorri, me arrepio inteira. Tenho saudade do abraço, do jeito como ele me olha, do perfume, das conversas e das histórias, de como tudo vira uma imperdível memória. Sinto falta da pele dele na minha, de como o mundo silencia e eu só consigo pensar na respiração dele no meu pescoço… Ele sempre tá aqui por mim. Quando me perco no meu caos, só me acho na bagunça dele. Tenho saudade do corpo dele, da sensação de que nada mais importa se estamos juntos. Ele me olha como se eu fosse a melhor pessoa do mundo, me abraça como se segurasse o mundo inteiro nos braços, e a verdade é que eu não sou nada disso, mas com ele eu me sinto melhor.

Não consigo brigar com ele. Odeio isso, mas ele é a única pessoa no mundo com quem eu não consigo ficar sem falar. É que eu o amo muito. Desculpe o palavreado, mas eu o amo pra caralho. De vez em quando me pego fazendo planos pro nosso futuro, sei que ele faz também. Eu que sempre fui de sair por aí e enfrentar a vida sozinha, não consigo mais imaginar um futuro sem “nós”. É pra ele que eu quero voltar todos os dias, melhor ainda: é a mão dele que eu quero segurar pra enfrentar as maiores loucuras da vida e escrever uma história só nossa.

Sobre nós, ninguém nunca saberá de tudo. Nunca saberão dos nossos segredos madrugada a dentro ou de como foi passar por tudo o que passamos. Não saberão das nossas promessas e tampouco das loucuras. Garanto que nem imaginarão.

Mas eu vou lembrar de todas: das primeiras vezes às despedidas, que parecem ter acontecido ontem.

Se tivesse a chance, eu seguiria de novo todos os caminhos que me levaram até ele. Se fosse preciso eu refaria mil vezes as mesmas escolhas só pra ver de novo aquele sorriso pela primeira vez, e não me arrependeria nem um pouco. A verdade é que não há mais ninguém no mundo que me faça tão feliz, nem que me complete dessa maneira… É por isso que vale tanto à pena me perder em seus olhos e me achar no seu abraço.

Esse não é o primeiro e nem vai ser o último texto que eu faço pra ele, sabe? Acho que nunca vou parar de tentar escrever o que eu não consigo colocar em palavras…

Amigaster

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Acredito que poucas pessoas, nesse exato momento, podem dizer que tem alguém com quem contar de verdade. Acredito, também, que menos ainda vivem para ter o que a gente tinha: sabe essa amizade fora de lógica, que a gente confia com todo coração e sabe que não é em vão? Aquela pessoa que entende tudo e nem precisa de um olhar, a conversa flui, parece que a vida nem tem tabu, pode falar na lata o que pensa que a outra pessoa não vai julgar, vai entender? Pois é.

Você foi a melhor amiga que eu já tive, frase meio infantil, mas sincera. Sei que você conhece todas elas, porque eu já te contei, mas não sei se falei que você foi a melhor. Não porque foi a mais oportuna ou a mais legal ou a mais isso ou aquilo, é que o que a gente tinha, ninguém tem. A gente virava a noite no chão da cozinha, falando tudo o que não falava pra ninguém, fazia um lanche novo a cada 5 minutos, ria até doer a barriga ou pesar a consciência por acordar alguém. Comia todos os pêssegos da geladeira, viajava de olhos fechados pra Grécia, Holanda, Barcelona, cada canto do mundo. Chorava, ria, dançava, se abraçava. Não sei se foi coisa da minha cabeça mas da porta do quarto (trancada) pra dentro, era um novo mundo. Você me ouvia choramingar e eu te ajudava a deixar o destino revelar, nossa história, nossa vida.

Nossa amizade me ensinou várias coisas que não te contei: você me livrou, pela primeira vez, da minha ansiedade exagerada que metia o nariz em tudo e eu aprendi, com o tempo, que amizade boa mesmo não precisa ser aquela que dura a vida toda, mas a que, mesmo que se dissipe num piscar de olhos, faz nascer algo bom no nosso coração. Isso ninguém, nem o tempo, tira.

Eu sei que hoje a gente não conversa com tanta frequência, nem senta mais no chão da cozinha, mas acredito que mesmo que passe o tempo que for, quando a gente sentar e se falar, continuará parecendo que o tempo não existe. Eu te amo muito e quero que você seja o mais feliz que puder pelo resto da sua vida. Obrigada por tudo, do fundo do meu coração.

Mas esse texto não é uma despedida, não. Sempre que você precisar eu vou estar aqui pra te dizer: sorria, amor.

Namore uma garota que lê – Rosemary Urquico

Faz um tempo que eu li um texto muito fofo sobre garotas que lêem e, de uns dias para cá, resolvi compartilhá-lo com vocês. Olha só:

Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.

Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.

Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas  garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim.  E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até  porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que  pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe  monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.

Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico

Tradução e adaptação – Gabriela Ventura